Resumo do livro
Mayan Signs
Laetitia Tisserand passou anos entre a meditação e o estudo da psique, e foi assim que chegou ao calendário maia. O livro interpreta cada signo e cada número a partir da experiência dela, com base no Dreamspell de José Argüelles.
Atualizado em 25 de setembro de 2026

Da pesquisa do Mayanastro
Mayan Signs
Edição lida: Laetitia Tisserand · 2012
Resumo e comentário da Mayanastro, escritos a partir da leitura do livro. Não substituem a leitura. Laetitia Tisserand não tem relação com o site.
Em resumo
- É um guia de 2012 para quem começa, com uma interpretação psicológica e espiritual de cada dia da conta de 260.
- A base é o Dreamspell: os vinte selos com as suas cores, como o Dragão Vermelho e o Vento Branco, e os treze tons, do magnético ao cósmico.
- A autora se apoia em José Argüelles, no Oráculo Maia de Ariel Spilsbury e Michael Bryner e na própria prática de leituras.
- Ensina a calcular o próprio kin e a passá-lo para a conta tradicional, que ela chama de xamânica.
- Cada signo tem luz e sombra, e o livro trata a sombra como caminho de crescimento.
1. Um guia pessoal
O prefácio define o livro como um apoio para caminhar, um bastão, e não como uma verdade. A autora diz que reúne o que aprendeu com vários autores tocados pela sabedoria maia, sobretudo José Argüelles e os dois autores de O Oráculo Maia, e o que viveu em leituras particulares. Pede que nada seja aceito antes de ser testado.
A formação dela vem de outro lugar. Estudou artes e filosofia ocidentais, mudou-se para a Índia aos vinte anos e passou uma década em meditação e ioga, com iniciações em várias tradições. Conta que o calendário se impôs na vida dela como uma revelação diária, e que escreveu para registrar o que ele lhe dizia.
2. O calendário segundo Argüelles
A introdução apresenta o calendário na linguagem do Dreamspell. Os números maias descreveriam qualidades, e não quantidades; tudo giraria em torno de Hunab K'u, que ela descreve como o centro da galáxia; e os maias clássicos seriam os mestres galácticos de The Mayan Factor, que iriam de planeta em planeta ajudar os povos a se alinhar com o centro.
Seguem as peças do sistema: os vinte selos, os treze tons, as famílias e os clãs de cores e os 52 dias marcados de preto na tabela, que o Dreamspell chama de ativação galáctica. Um capítulo trata de 2012 e reúne as previsões que circulavam, das catastróficas às espirituais.
3. Duas contas
O trecho mais útil para quem conhece a tradição é o que admite duas contas. A autora explica que a conta de Argüelles, que ela chama de galáctica, deixa de fora o 29 de fevereiro, enquanto os povos descendentes dos maias contam esse dia como qualquer outro, na conta que ela chama de xamânica. A cada quatro anos, a diferença entre as duas cresce um dia.
Ela dá uma tabela para passar de uma conta à outra e sugere ler as duas: a galáctica falaria do caminho de aprendizado que a pessoa escolheu, e a xamânica, mais sutil, da alma.
4. Os selos, os tons e a sombra
O grosso do livro são as interpretações. Cada um dos vinte selos recebe um retrato do temperamento, dos dons e das sombras de quem nasce sob ele, com os nomes yucatecos e as cores do Dreamspell, e os treze tons, com os nomes que Argüelles lhes deu, completam o quadro.
A chave é psicológica. A criança nasceria com os dons do seu kin e, ao tentar caber no mundo dos adultos, que não sentem como ela, perderia contato com eles; a sombra seria essa ferida. Trabalhar a sombra, aceitando as emoções e o que elas dizem, seria o caminho de volta à própria natureza. Os apêndices tratam de chacras e de campos áuricos.
5. Por que este livro fica fora da leitura
O livro segue o Dreamspell, que o Mapa trata como outra conta: para a mesma data, dá outro dia. As cores, as famílias, os tons com nomes próprios e os dias de ativação são do sistema de Argüelles, sem raiz nos contadores dos dias.
Mesmo a parte que ela chama de xamânica usa os mesmos selos e os mesmos sentidos. A leitura do Mayanastro segue os ajq'ijab' do altiplano, com os nomes k'iche', e mostra o Kin do Dreamspell só ao lado, para quem o conhece.
6. Os limites do livro
É uma interpretação pessoal, e a autora diz isso. As fontes são livros de espiritualidade moderna, e a tradição viva da Guatemala quase não aparece.
Há erros de história. O livro chama de códices o Popol Vuh, os livros de Chilam Balam e os Anais dos Cakchiquéis, que são textos coloniais escritos em letras latinas; os códices que sobreviveram são outros, como o de Dresden. E trata como fato as teses de Argüelles sobre os mestres galácticos.
Sobre 2012, reproduz as previsões da época, algumas assustadoras, que o tempo desmentiu.
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