Resumo do livro
Manual de los Calendarios Mayas
Um folheto de uma editora maia da Guatemala que acompanha um calendário perpétuo de papel. Em poucas páginas, ensina a montar as rodas, a ler os dois calendários juntos e para que serve cada um dos vinte dias.
Atualizado em 25 de setembro de 2026
Uma fonte da leitura do Mayanastro
Usolik rokisaxik ri Cholq'ij, ri Ab' — Manual de los Calendarios Mayas
Edição lida: Editorial Maya' Wuj · 2015
Onde ler
Este livro não está na Amazon: aqui fica o resumo.
Resumo e comentário da Mayanastro, escritos a partir da leitura do livro. Não substituem a leitura. Editorial Maya' Wuj não tem relação com o site.
Em resumo
- É um manual curto, com dezesseis páginas, da Editorial Maya' Wuj, com edições atualizadas a cada ano.
- Apresenta os três calendários que se encaixam: o Cholq'ij de 260 dias, o Ab' de 365 e a Conta Longa.
- Ensina a usar um calendário perpétuo de rodas que giram juntas, como uma engrenagem.
- Diz, em poucas linhas, o que cada um dos vinte dias significa e para que ele é bom.
- Traz tabelas que dão o dia do Cholq'ij e do Ab' para cada data dos anos da edição.
1. Os calendários que se encaixam
O manual começa pelo orgulho. Lembra o que os maias conseguiram na arquitetura, na matemática e na astronomia, e apresenta a conta do tempo como um sistema de peças que dependem umas das outras: o Cholq'ij, de 260 dias, o Ab', de 365, e a Conta Longa, que soma os anos desde o começo da cronologia.
Do cruzamento de treze números com vinte nomes nasce o Cholq'ij, que o manual chama de calendário religioso porque cuida das coisas humanas. O texto o liga às nove lunações de uma gestação e lembra que ele está gravado em pedra desde a época clássica e sobreviveu a cinco séculos difíceis.
O Ab' tem dezoito meses de vinte dias e mais cinco, o Wayeb'. O manual é honesto num ponto: o uso desse calendário solar voltou há pouco tempo na Guatemala, e por isso ainda varia de um lugar para outro.
2. As rodas do calendário perpétuo
O folheto vem com um calendário de papel de cinco peças. Quatro são rodas que se montam uma sobre a outra, uma para cada parte da data, e a quinta é a base, que guarda um lugar para o cargador do ano e deixa ver, por uma abertura, o dia sagrado e o dia solar juntos.
O manual mostra o uso com uma data muito festejada, o 21 de dezembro de 2012, a do 13 B'ak'tun. A cada dia, as rodas giram todas juntas e num sentido só, o mesmo das trepadeiras quando sobem.
E, para saber que dia corre hoje, o manual manda perguntar a quem conta os dias na comunidade.
3. O sentido e o uso de cada dia
A parte central dá, para cada um dos vinte dias, o que o nome evoca e para que o dia serve: agradecer, pedir, curar, decidir, recomeçar, fazer as pazes. Os nomes aparecem em k'iche' e em kaqchikel, e a lista começa em Imox, não em B'atz'.
É um texto de uso, pensado para quem quer escolher o dia certo para uma cerimônia ou uma tarefa. Várias entradas falam da Guatemala multiétnica e multilíngue, e o dia vira também um convite à convivência.
O resto do folheto são tabelas. Cada linha mostra uma data gregoriana ao lado do dia do Cholq'ij e do dia do Ab', cobrindo os anos da edição.
4. Como este livro entra na leitura do Mayanastro
A página do dia de hoje usa a ideia central do manual: cada dia serve para alguma coisa. A frase que diz para que serve o dia, escrita com as nossas palavras, cruza o que o manual diz com as outras fontes.
As tabelas também sustentam uma regra do site: cada data civil, de meia-noite a meia-noite, tem o seu dia maia, e é por ela que se acha o dia de nascimento.
5. Os limites do livro
É um manual, não um estudo. Não diz de onde vem o sentido de cada dia, e ele se parece muito com o que o Barrios escreveu, o que tira dele o peso de uma voz independente.
Não fala do dia de nascimento nem da cruz maia: é um calendário para o uso diário, não uma leitura de pessoa. E as tabelas cobrem só os anos de cada edição.
O sentido de cada dia cabe em duas ou três frases. Quem quiser o retrato de quem nasce em cada dia precisa de outros livros.
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