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Resumo do livro

Cosmovisión maya, plenitud de la vida

Em 2006, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, na Guatemala, pediu a um grupo de mulheres e homens maias que pusessem no papel os princípios da sua visão de mundo. Eles escreveram juntos, depois de pedir licença aos antepassados, e o resultado se lê mais como uma carta de valores do que como um estudo.

Atualizado em 25 de setembro de 2026

Cosmovisión maya, plenitud de la vidaPNUD Guatemala

Da pesquisa do Mayanastro

Raxalaj Mayab' K'aslemalil — Cosmovisión maya, plenitud de la vida

Edição lida: PNUD Guatemala · 2006

Onde ler

Este livro não está na Amazon: aqui fica o resumo.

Resumo e comentário da Mayanastro, escritos a partir da leitura do livro. Não substituem a leitura. PNUD Guatemala não tem relação com o site.

Em resumo

  • É um texto coletivo, assinado por oito netas e netos do povo maia, de ascendência mam, kaqchikel e k'iche', e publicado pelo PNUD da Guatemala.
  • Rigoberta Menchú Tum, Nobel da Paz de 1992, é uma das duas assinaturas do prólogo.
  • O primeiro capítulo conta a origem do mundo pelo Popol Vuh; o segundo apresenta os vinte grãos de milho, vinte princípios de vida.
  • Os vinte grãos não seguem os vinte dias do calendário: são valores, como a dualidade, o respeito, o equilíbrio e o valor da palavra.
  • O fecho critica a sociedade de consumo e oferece a visão maia como contribuição à ideia de desenvolvimento humano sustentável.

1. Um livro escrito em conjunto

O livro nasceu de um relatório. Em 2005, o PNUD publicou um estudo sobre a diversidade étnica e cultural da Guatemala e concluiu que faltava um quadro filosófico dos valores do povo maia. Para escrevê-lo, reuniu um grupo de netas e netos maias, entre eles María Faviana Cochoy Alva, Pedro Celestino Yac Noj, Isabel Yaxón e Santiago Tzapinel Cush. A página de créditos diz que a sabedoria do livro é do povo maia, e que eles só a expressam.

A introdução conta o caminho. Antes de escrever, o grupo pediu licença duas, três vezes ao Criador e Formador e aos avós, em cerimônias de fogo e em visitas a montes, rios e barrancos. Recorreu à tradição oral, aos ritos e ao calendário sagrado, e escreveu por acordo, juntando as palavras de todos.

O tom é o de um chamado. O prólogo de Rigoberta Menchú fala de um novo b'aqtun, de voltar à Mãe Terra e de recuperar a vida boa que a ambição e o materialismo fizeram perder.

2. A origem de tudo

O primeiro capítulo conta a criação pelo Popol Vuh, que o livro chama de principal expressão da cosmogonia maia, citado nas versões de Adrián Recinos e de Adrián Inés Chávez. Do silêncio e da água parada, os criadores conversam e decidem, e o mundo se forma aos poucos: primeiro os astros, depois a Terra, as plantas, os animais e as pessoas.

Daí o livro tira uma ética. Se tudo vem de um mesmo ponto de origem, tudo tem a mesma dignidade e o mesmo direito de existir. A criação é uma só, mas a formação é um processo, e cada ser é um momento de realização desse processo.

3. Os vinte grãos de milho

O centro do livro são vinte princípios, que os autores chamam de grãos de milho. O número vem da matemática maia: jun winaq, vinte, é também a pessoa inteira, realizada. E o milho, a Mãe Milho, é o sustento que tornou possível a vida do povo, do corpo ao espírito.

Cada grão tem um título em língua maia e em espanhol, uma epígrafe do Popol Vuh e poucas páginas de reflexão. Os temas vão da origem da vida e da diversidade dos caminhos à saúde, ao canto e ao amor à vida, à dualidade e à complementaridade, ao equilíbrio fundado no respeito e, no último, à transparência e ao valor da palavra.

Apesar do número, os grãos não acompanham os vinte dias do calendário nem descrevem quem nasce em cada um. Formam um código de conduta para a pessoa, a família e a comunidade.

4. O tecido da vida plena

O capítulo final junta os vinte princípios num só fio e destaca quatro deles como guias do tecido: o respeito, a gratidão, a proteção da Mãe Natureza e o serviço, entendido como atenção à necessidade do outro.

Depois o texto olha para o mundo: guerras, exploração, consumo, a natureza tratada como mercadoria. Os autores veem no desenvolvimento humano sustentável, a bandeira do PNUD, uma alternativa, e dizem que a visão maia pode ampliá-lo.

5. Por que este livro fica fora da leitura

É uma voz maia de primeira mão, escrita por gente que pratica. Mas não trata do que o Mapa lê: não fala do dia de nascimento, dos treze números nem da cruz, e os vinte grãos não correspondem aos vinte nawales.

O que ele confirma, e a leitura leva em conta, é o lugar do calendário e do fogo na vida espiritual maia de hoje, e a ideia de que a vida de cada um se cumpre em relação: com a família, a comunidade e a terra.

6. Os limites do livro

É um texto de valores, sem descrição de prática. Quem procura como se conta o calendário ou o que diz cada dia não vai encontrar.

A linguagem mistura a tradição com o vocabulário espiritual moderno, de forças cósmicas e de uma nova era, e em vários trechos o livro soa mais como manifesto do que como relato.

Os direitos são reservados, e não encontramos uma cópia oficial para baixar. Por isso aqui fica só o resumo.