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Resumo do livro

El Calendario Sagrado Maya

Um contador dos dias k'iche', que também é professor universitário, escreveu este livro curto para explicar o calendário sagrado a quem pratica e a quem está chegando. A universidade que o publicou oferece o texto inteiro de graça.

Atualizado em 25 de setembro de 2026

El Calendario Sagrado MayaAudelino Sac Coyoy

Uma fonte da leitura do Mayanastro

El Calendario Sagrado Maya: método para el cómputo del tiempo

Edição lida: Audelino Sac Coyoy · Universidad Rafael Landívar · 2007

Onde ler

Este livro não está na Amazon: aqui fica o resumo.

Resumo e comentário da Mayanastro, escritos a partir da leitura do livro. Não substituem a leitura. Audelino Sac Coyoy não tem relação com o site.

Em resumo

  • É um livro curto, de pouco mais de quarenta páginas, publicado em 2007 pela Universidad Rafael Landívar, em Quetzaltenango, e escrito por um ajq'ij k'iche'.
  • A primeira parte explica o calendário: o que é, para que serve, a matemática e a geometria por trás dele e os vinte nawales.
  • A segunda parte é um método: com algumas tabelas, qualquer pessoa chega ao próprio dia a partir da data de nascimento.
  • O método vai além do nascimento e mostra a cruz de nove dias de cada pessoa: concepção, nascimento e destino, cada um com dois auxiliares.
  • O autor escreve contra o uso deturpado e comercial do calendário, e para fortalecer a cultura de quem o pratica.

1. Um contador dos dias que escreve de dentro

Audelino Sac Coyoy é maia k'iche', pesquisador da cultura e ajq'ij, contador dos dias. Ele avisa logo que escreve de dentro: pratica aquilo que descreve. Desde 2003 ensina na sede de Quetzaltenango da Universidad Rafael Landívar, que publicou o livro pelo seu departamento de pesquisa.

A introdução diz a que o livro veio. As escolas da Guatemala esconderam esse saber durante gerações, e ao mesmo tempo o calendário foi deturpado por quem o usa para ganhar dinheiro. O texto quer servir aos maias que já praticam, para sustentar a prática, e aos que chegam agora, para que cheguem com respeito.

2. O calendário, a conta e quem a guarda

O livro começa pelas palavras. Ajq'ij é quem tem o ofício do dia e do sol, o contador do tempo, e a autoridade dele é só moral: vem do reconhecimento da comunidade, depois de um longo acompanhamento com os mais velhos nas cerimônias. O autor descreve até o que o distingue nos ritos, o pano na cabeça e a faixa vermelha na cintura, e o que cada um simboliza.

O Cholq'ij tem 260 dias e dois usos. Marca os momentos das atividades de todos, como plantar e colher, e serve a cada pessoa, para conhecer o seu jeito de ser pelo nawal do seu dia. Para os mais velhos, o ciclo dura o que a lua leva para dar nove voltas, o mesmo tempo de uma gestação e, no altiplano, o do milho da semeadura à colheita.

Nawal, aqui, é a força ou o espírito de cada ser e de cada elemento da natureza, porque tudo tem vida. Cada pessoa tem um nawal que a liga ao mundo à volta. O autor mostra ainda a conta em base vinte, os pontos e as barras dos números maias, a geometria dos tecidos e o jeito de contar treze números com vinte nomes.

3. Os vinte nawales e o Wajxaqib' B'atz'

Antes dos nawales, o autor explica a festa do Wajxaqib' B'atz', o dia 8 B'atz', quando os contadores dos dias se reúnem e renovam o compromisso. É a data mais conhecida do calendário.

Cada um dos vinte nawales aparece com o que o nome quer dizer, aquilo de que ele é o nawal, para que o dia é bom e o que as pessoas desse dia costumam ser. Fecha com dois quadros curtos de traços, um de qualidades e outro de defeitos. É a parte mais prática do livro e a que as pessoas mais consultam.

4. O método para achar o seu dia

A segunda parte ensina, em passos numerados, a achar o nawal de qualquer data com um conjunto de tabelas que cobre dois séculos. O autor segue um exemplo do começo ao fim, uma pessoa nascida em dezembro de 1954, e o leitor refaz a conta ao lado.

Com o dia de nascimento em mãos, uma última tabela dá os outros oito dias que acompanham a pessoa. São três grupos de três: a concepção, o nascimento e o destino, ou missão, cada um no meio de dois auxiliares. O autor fala das nove lunações de cada pessoa. É uma forma mais ampla da cruz maia, e ele a explica com números, não só com nomes.

O livro termina com palavras de uma anciã k'iche', Estefana Velásquez Chajchalac, e um agradecimento em k'iche'.

5. Como este livro entra na leitura do Mayanastro

É uma das fontes da cruz do Mapa. Pela tabela de nove dias, Sac Coyoy chega aos mesmos saltos que os desenhos do Barrios, a concepção oito dias antes do nascimento e o destino oito depois, e duas vozes independentes dizendo a mesma coisa pesam mais que uma. O exemplo de 1954 bate, dia por dia, com o motor do site.

Os traços de cada nawal entram como uma das vozes do retrato, reescritos com as nossas palavras e cruzados com as outras fontes.

6. Os limites do livro

É curto, e a parte de cada nawal é breve: poucas linhas de sentido e duas listas de traços. Quem quiser a vida real dos contadores dos dias precisa de uma etnografia como a da Tedlock.

O exemplo do método tem um deslize. Em dois dos auxiliares do nascimento, os números aparecem trocados no texto, e a tabela do próprio livro dá os certos. Vale conferir a conta pela tabela.

As explicações da lua e das ciências são a leitura do autor, dita com a segurança de quem ensina. Nem todos os estudiosos concordariam com elas.